terça-feira, 22 de dezembro de 2015

O Lado Negro das Sombras: O outro lado da Luz: A Mau Criação


O Coração foi morto no céu: o juízo o matou.
Não é apenas uma explicação de como o mal criado surgiu, mas como o Bem ressurgiu: faz parte do genoma, dos genes, do Gênesis, da origem de um corpo doente, de um universo em suspensão, da matéria suspensa: não é uma explicação para a gravidade, mas da gravidade moral, da razão em funcionamento, cujo posicionamento ocupa o centro primordial da razão, um ponto obscuro, de onde se ergue toda a decisão: o local onde os pensamentos orbitam, como um fenômeno gravitacional.
No escuro da ilusão, o enigmático acontece: o lado negro da luz transparece: o espírito das sombras: um fantasma aparece: não era algo pra ser visto, testemunhado, mas o que ficou registrado foi o nascimento do pecado: todos viram, mas não aceitaram a explicação: foi Deus que criou.
A dúvida está no ponto onde os dois se misturam, mas, que ponto é esse que hora se esconde e hora aparece, como se existisse ponto obscuro, como se houvesse a obscuridão: a identificação acontece: o que é aquilo..? como aquilo foi parar ali..?!  - algo que não está em seu devido lugar, além do mais vestido daquele jeito, não parecia do local, algo sobrenatural, anormal, imoral e descomunal, um animal: aquilo não é natural. Mas o efeito desaparece e você percebe que não houve uma aparição, que você viu algo, mas aquilo foi apenas a sua imaginação, aquilo de fato não existe e nunca existiu, foi apenas uma criação da sua mente, uma idéia, não havia nada ali: apenas um desentendimento, que o conhecimento chama de desconhecido: a mistura da razão: separá-las, geraria uma solução aquosa, limpa, transparente, sem suspensão, sem suspeitas: não poderia haver detritos ou atritos em algo que se chamou unidade, a ciência da verdade, por quê que uma única coisa não era capaz de fecundar-se a si mesma[?], e transmitir esse algo fecundado a alguém, sem passar por um processo de germinação:
Falo da separação, qual a explicação?

Para os Judeus, Deus criou o Universo, mas o Universo não é Deus: Deus é um espírito, e o Universo, uma matéria, um corpo:
E a Dualidade espírito-e-corpo foi criada: digo, algo foi criado: O Diabo. E com ele, o pecado.
Se não houvesse Universo, não haveria o Diabo, porque o Diabo não existiria em Deus.
Foi na Criação, todos concordam, não é?! Até então, o Diabo não existia, não é?! Então, eu chamo atenção para este instante Divino, para que se atentem que havia algo mais que a existência de Deus presente naquele momento... : Claro que não havia nada além de Deus, mas isso pode ser entendido como algo que se separou de Deus: existe uma concordância que o Universo é uma coisa e Deus é outra, não é?! Mas todos entendem que são a mesma coisa, não, às vezes sim e às vezes não... : eu sei: é a mistura da razão, o tal fantasma que aparece e desaparece, o tal fenômeno da luz, o lado negro, pontos obscuros: você acredita ao mesmo tempo em duas possibilidades: a tal dualidade, uma esfinge da razão. Mas pensamos que o Universo é o corpo de Deus, como Cristo já foi: ou ele era o espírito, ou era os dois? Digo, ele era Cristo e ele era Deus..[!] E que, por isso, Ressurgiu..[!]: entendi, fui rápida demais: o fantasma desapareceu, não se sabe ao certo o que se viu, mas ele fugiu, sumiu.
Quando se tenta entender o unitarismo, é algo que se tem que se acostumar: as coisas estão sempre desaparecendo: digo, a alegria de ter encontrado algo sempre desaparece, e às vezes você agradece: “amém!! Ainda bem que eu não vi nada e desentendi tudo!”.
Por isso, anotar os fenômenos são importantes:
Primeiro: que ele sempre acontece quando uma mistura aparece. E segundo: ocorre uma separação. E terceiro: uma regeneração: Falo da Purificação.

 Por que Deus criou um corpo? A princípio, pode parecer estranho a idéia de que Deus queria botar algo pra fora de si: aquilo que saiu de suas entranhas, de sua essência, de sua pureza, de seu interior.
Como argumentar que o interior de Deus continha impureza, algum tipo de fraqueza, ou imperfeição? Deus criou algo sujo? Seria argumentar que Deus criou a mulher e a natureza pelos mesmos motivos.. e, por que não dizer, o Universo também? Mas por que Deus faria isso? Teria Deus assumido o risco de fabricação, algo que compensaria com uma restauração? Ou teria sido Deus pego de surpresa, o inesperado, o tal ponto cego da luz, foi algo que Deus não viu[?], mas que corrigiu tarde demais, ou, ao seu devido tempo, fazia parte de um planejamento? Seria então a criação tão complicada que, teria Deus se atrapalhado e cometido algum erro infantil? Ou mesmo, imbecil... incompetente, já que era o único ali presente? Foi algo que já foi discutido anteriormente, está no tópico O Inculpetente:
Cristo explica que a inculpetência é a educação. Segundo ele, deveria existir uma única ocupação, ou, uma pré-ocupação: Ele. Ele assumiria a prioridade em todas as ações, constituindo-se, assim, como o maior pressuposto Bíblico: o artefato primordial da Fé.
Ele, “Deus”, como se autodefiniu, tinha que estar sempre em 1º lugar, e não só isso: não poderia haver concorrência, qualquer coisa que tirasse a atenção de sua Primordialidade, seria considerado pecado: o Cristão deveria estar ocupado única e interinamente com Ele. Isso está presente em todas as passagens, mas sem dúvida, a mais visível é a passagem de Ruth e sua irmã “desocupada”, despreocupada, ou, pré-ocupada. A passagem tá lá, e é emblemática. Qualquer coisa que não se enquadre com esse estereótipo, é entendida como uma má criação: e a culpa será do educador: Uma resposta mental para o problema da Criação.
Segundo eles, o problema original da má criação poderia ser simplesmente resolvido pela Educação: a Mente educaria o Coração.
É dessa forma que deve ser entendido a Inculpetência em Cristo: A Má Criação: Você a criou, mas mesmo assim, apresenta ter defeitos. Como explicá-la então[?]: “Tem que ter algum culpado”: e ele achou. Para Cristo, o culpado era a Terra, o Diabo, Satã, a Serpente... .
Havia falado no tópico anterior sobre o inferno, um lugar que nunca existiu: e fora o meu entendimento, postei o entendimento-ou o desentendimento-padrão da unidade. É uma constante entre Escolares explicar os motivos de Deus, por quê que hora ele perdoa, hora ele mata, quais os motivos de Sodoma, quais os motivos de Go-morra, motivos sempre associados a morte, a destruição: e todos vinculados a uma única palavra: a purificação. É a mesma que justifica o Dilúvio, o Vesúvio, e o fim de uma Geração e, curiosamente, o começo de outra, dando sempre uma idéia de restauração.
E no hall de explicações dessas ideias interessantes, está o processo constante da limpeza, a retirada da impureza: o retorno a um status quo, um status que antecede a Criação: a Essência do Criador.
Por isso, tem procedência a consequência do Criador em se questionar onde foi que falhou: na tentativa de afastar de si a culpa, se constituindo um problema em si mesmo.

A discrepância da natureza é a limpeza, a naturalidade defeituosa.

Trabalho diferente de Deus, é algo que já sabia, por isso, já tinha feito anteriormente, por ser algo que falaria certamente, a incompetência mexe com a minha paciência, por isso, é mais fácil entender como um erro besta, um erro humano: acreditar que não ia falhar. Ou será que a Criação, ao contrário do que se pensa, foi feita para corrigir uma falha, um problema de geração[?]: A corrupção: ela é constante, e acontece continuamente, algo que desafia a mente: como algo limpo pode se contaminar constantemente? Haveria então um problema espiritual, um mal inexplicável, uma doença insanável e o espírito de Deus estaria contaminado? Mas com o quê?! A resposta era algo que se constituía em si mesmo um problema: algo que ameaçava a sanidade mental de Deus: como se separar de si mesmo[?!] e, ainda assim ser um só? Digo, ser si mesmo...! Era algo quase sexual, que ameaçava a sua homensexualidade:
E foi neste contexto que o Universo foi Criado: um corpo que Deus fecundou: um campo, uma dimensão, externa ao seu Ser. Mas seria essa então a intenção de Deus? Uma purificação? Não seria a reprodução?
Não: a reprodução é uma purificação: Uma coisa somente é criada para que ela possa ser limpa. Talvez não faça sentido, mas é o Princípio da Separação: é ela que move o princípio Criativo.
Então, Deus criou o Universo para poder limpá-lo?! Não, ele não é tão generoso assim: Ele Criou o Universo para poder limpar-se.
O raciocínio é bem simples, e eu gostaria que vocês realmente prestassem atenção no que eu vou falar agora, senão vocês não vão aproveitar a vinda do Messias, digo, a passagem do Messias terá sido inútil, porque vocês darão testemunho que todo sacrifício foi em vão, que Paulo falou merda e que Corintos 15 é um depoimento de um louco que testemunhou contra Cristo: Deus precisava limpar o Universo para que ele pudesse fazer parte de sua espiritualidade outra vez.
Ok, falei rápido demais outra vez: Deus estava sujo, precisava se limpar, criou o universo. Você deve ter acompanhado o raciocínio: Deus, ao se dar conta de sua contaminação, percebeu que tudo que ele criasse, sairia contaminado, por isso, não poderia ser uma criação espiritual, ele precisava criar algo que não fosse espiritual, por isso, a matéria foi criada, algo que não era ele: ele sabia que aquilo ali estaria sujo por default: mas ele, astutamente, bolou um plano de limpar aquilo, purificando, transformando aquilo tudo em espirito outra vez: só mesmo Deus poderia ter uma idéia tão genial: criar algo que não era ele e, ao mesmo tempo que joga toda a impureza pra lá, dá um jeito de purificar aquilo e reintegrá-lo de novo, tornando espírito outra vez, claro, Deus é um espírito, tá escrito no Torá: ele não tem um corpo. Inclusive este é um dos motivos pelo qual Cristo foi morto: Deus é um, senão Deus seria duas coisas. Mas antes que o fantasma apareça, vamos em frente: se ele já tiver aparecido, esqueça: não tem como resolver: você vai apenas ficar brincando de acreditar em duas coisas ao mesmo tempo, sei que já se faz isso o tempo todo: mas pelo menos agora, que se tente acreditar que Deus é realmente uma única coisa, e nesse momento sublime da razão, acrescentar algo que já foi dito: Toda Purificação é um processo de Destruição:
“Anne, peraê, foi demais..! não se trata de velocidade, mas de loucura...! Deus criou o Universo para destruí-lo?!”
Não, amigo: purificá-lo. Qualquer pergunta que envolva a separação, é sempre a mesma: purificação: a pureza é uma constante divina: separar o mal: aquilo que não é de Deus.
Perceba que Deus separa e Cristo ocupa: dois movimentos: Posse e Propriedade. Cristo dizia que, após a separação do mal, haveria a ocupação: a ocupação com Ele: é dessa forma que ocorreria a ocupação: a destruição da parte ocupada, que, em Cristo, é basicamente a Educação.
Entenda isso não como uma fotografia, mas um funcionamento, algo como uma máquina funcionando: Deus desejava criar algo, mas percebeu que se criasse naquele momento, aquilo sairia impuro também. Por isso, a Criação de Deus deve ser entendida como um enorme desejo de se livrar do mal, ou, um enorme fracasso: leia-se: purificar-se, era algo que o incomodava, algo que o desafiava, que ameaçava sua integridade moral, aquela coisa às vezes o submetia, e o fazia desacreditar em si mesmo, como se tivesse perdido sua sanidade mental, a ponto de descrença de sua própria existência, fazer perder o juízo, que aquilo ali era a morte: uma perda total. Por isso o enorme desejo de matá-la, eliminá-la de si mesmo, mas como fazer isso sem o autorisco, ou pior, perder uma parte por isso: afetaria sua integridade: como assim a perda de uma unidade?: perder o que quer que fosse, aquilo era Ele: e foi assim que Deus começou a pensar na Separação: era algo inevitável, ela tinha que existir, não importa o tempo que durasse, poderia durar uma eternidade, mas ele voltaria a ser ele outra vez: mas não o mesmo ele, o ele glorificado, o ele purificado: Foi desse jeito que o Universo foi Criado. E ele só vai parar quando todo o universo for purificado: e somente existir o espírito de Deus outra vez.
Do mesmo modo que Deus separou os Judeus das outras raças, os impuros, Cristo separou os Apóstolos dos Judeus: Deus separou os Judeus do mundo, e Cristo separou o Mundo dos Judeus.
Por isso a crença é que o ser humano é para ser purificado e purificá-lo também: esse processo começaria na Terra, para em seguida, estender-se a todo o Universo: daí a necessidade de destruí-lo também.
Perceba que Cristo, quando reapareceu, ele parecia vivo: ele havia morrido e se tornado um corpo espiritual e voltado ao seu estado quase original, quase porque é compreendido que seu processo de purificação aconteceu na Terra: sua parte humana, que ao ser destruída, foi purificada. E isso não tem a ver com o fato de Cristo ter cometido ou não algum pecado, manifestado algum tipo de fraqueza, Cristo gostava de beber e comer e, sabe-se lá de que mais, mas a essência de seu pensamento é essa: como separar as coisas: de outra forma, não se voltará a Deus. E foi nesse contexto que o inferno foi criado, um local: o espírito impuro não pode retornar à terceira partição da ação, um redutor: mas igual ao corpo que desapareceria, os espíritos seriam limpos no inferno: e, posteriormente, reiterados aos céus: ao espírito de Deus.
Foi algo falado no tópico anterior, o inferno seria uma partição estendida do Céu. Como foi visto, não há uma explicação pro inferno, as partições, ou, subpartições, são sempre áreas de transferências, que possuem um caráter provisório, elas tendem a desaparecer. A unidade, pra funcionar, digo, para que se racionalize de forma unitarista, uma logística foi criada: a Dialética: e ela possui três partes. É de onde se ergue o conceito de Pai, Filho e o Espírito Santo, a Santíssima Trindade. Em tudo que fazemos e pensamos, existe esse conceito de começo, meio e fim. Esse tipo de entendimento é interessante, pelo descanso que produz a mente em lidar com os supercomplicados verbos ser e estar. Em meus desenhos Dimensão da Mente, mostro como isso funciona. E darei uma atenção especial ainda maior no tópico Produtividade, que aborda especificamente o problema que envolve a racionalidade da unidade: que é basicamente a forma de pensar dos Sumérios, que foi transmitida aos Judeus, que transmitiram aos Cristãos, que é um tipo de entendimento das coisas: de que isso é feito e o que isso faz.
Antropologicamente, os outros povos não pensavam assim desse jeito, eles também tinham defeito, mas tinham uma outra compreensão, racionalizavam de forma completamente diferente dos cristãos.
Entendemos historicamente que quando uma raça domina a outra, é porque essa é a vontade de Deus, não é simplesmente a Lei do mais forte. E isso seria a explicação do por quê que essa ideologia prevaleceu.
Mas o que falo aqui não é dos méritos de uma raça e do seu incrível conhecimento, mas do seu funcionamento e da necessidade de que, ainda que não se entenda, se perceba a existência da Partição: é de fato algo complicado e explicarei ela de modo separado. Se falo sobre ela agora é porque é importante no entendimento da purificação. Um pensamento mais simples é de que “o corpo não é eterno, que o próprio universo não é eterno, que um dia ele deixará de existir, quando a última estrela se apagar”: é evidente, pela forma de pensar que adquirimos, que um outro universo será criado.
Mas ainda que se entenda como um processo natural, é inevitável perceber que se trata de uma destruição. Quando se pensa de forma unitarista, não se tem outra compreensão. Porque isso tá descrito na Bíblia.
Os motivos por que isso acontece é que não estão bem compreendidos, apesar de estar totalmente em Cristo, há uma tentativa de descompreender que tal processo se trata de uma Purificação. E o motivo já foi falado: a compreensão do problema esbarra na essência de Deus: A impureza virou um entrave, que separa a própria solução do problema. No tópico passado, falei sobre a pureza de Cristo e, é algo que não há solução: e botei o desenho do rato: e o questionamento ali é o seguinte: se Cristo fosse um rato, passaria por um buraco, se deixasse um sapato na sala-de-estar? O que seria do ser se não tivesse um lugar pra ficar?
Perceba que o ser deixa momentaneamente de existir, se perder uma posição no tempo: o estar.
Paulo discutia com os Fariseus sobre o problema proposto de que Cristo teria deixado na terra partes suas: unha, cabelo, sangue, pele, carne: e Paulo argumentava que não ficou nada, que tudo retornou a ele quando ele voltou pro céu e que assim seria para os cristãos, quando morressem também.
A questão é que tudo que retorna a Deus tem que ser puro, e como Cristo era totalmente puro, nenhuma parte sua poderia ter ficado na Terra.
Essa é a questão básica que envolve a partição. Imagine se aquele rato tivesse perdido o nariz, subido ao Céu e deixado seu nariz na terra: a imagem não poderia ser reintegrada novamente.
Os cristãos, talvez por inocência, ou, incompetência, discutem questões que não são de tamanha relevância, no que tange à pureza de Cristo e sua Ressurreição, como Jehoiachim, a pureza de Maria... coisas irrelevantes. A questão que envolve a pureza, é estritamente vinculada à racionalidade da unidade. Existe um problema de Purificação: essa é a questão.
Isso acontece porque a unidade tá sempre se subdividindo em um processo eterno de autocorreção: um mal, localizado cada vez mais fundo, nas proximidades do interior. Chamamos de profundeza o esconderijo do inimigo: pode ser um verme ou vírus, ele é pequeno mesmo: por isso, a limpeza é importante, a contaminação da unidade à menor partícula da verdade: é por lá que deve começar o processo descontaminação.
De todas as coisas que já falei, escrevi, inclusive a própria tese Produtividade e O Terço, nada é mais surpreendente e estarrecedor, nauseante e, ao mesmo tempo, tão presente, do que a Purificação: e sempre que me deparo com ela, eu tenho sempre um encontro com Deus, uma oportunidade de olhar pela última vez pra cara de Cristo, uma constatação sofrida de poder olhar pra cara do bicho e poder dizer ‘Então fostes tu..’, é uma sensação que não pode ser sentida se você não tiver sofrido ainda com a purificação: a purificação tá presente em tudo que fazemos, que pensamos e que vivemos, é o próprio ar que respiramos, por isso que dizemos que respiramos ar puro, a água que bebemos também, e a comida...essa é só perguntar da ANVISA ou da FDA: a Medicina nos deu o latu sensu da compreensão, mais ainda, a dimensão dessa palavra, porque a Purificação é a Palavra de Deus, é a Ação Primordial de Deus, é o átomo de todas as nossas relações sociais: foi o entendimento que tivemos da natureza, ninguém come nada sem lavar antes, inventamos até uma água especial, a sanitária, você não beberia uma água da fonte sem antes examiná-la, porque você pensaria logo que a fonte é limpa, mas pode estar contaminada... e a contaminação pode leva-lo a morte, a uma doença sem cura: não ficaria bem pra Deus não ter uma solução pra essa loucura: uma loucura que ele mesmo não sabe como começou, e como contaminou toda a sua Criação. A Purificação é daquelas coisas que tem que pendurar na parede e olhar pra ela todo dia, pra que um dia você possa dizer “Tu não me mete mais medo, porque hoje eu tou purificado.”: por isso, escrever sobre a purificação é, sobretudo, um grande alívio, algo que não vou falar outra vez.
Mas antes que desenvolva meu pensamento sobre a purificação, é necessário lembrar uma característica do povo Judaico. Em outros tópicos, comentei sobre o problema que rondava a palavra pureza, em linha geral, cita-se Levíticos e Deuteronômios, mas em todo o Judaísmo, em todo o Torá, em Midrash’s e em toda uma teologia que se seguiu dentro do Judaísmo, não houve uma explicação da impureza, a explicação sempre é meia-taça: escolares argumentam que a questão da impureza de fato não tem uma explicação, não possui uma origem, uma pré-existência, mesmo a questão do pecado original não é considerada a origem da impureza, Satã não é considerado a origem da impureza.
Como já foi dito, na religião Judaica - e quando digo Judaísmo estou me referindo especificamente ao Torá - não existe um conceito de inferno: e é realmente frustrante você sair de mãos vazias, as respostas são sempre uma fuga, algo como “a orientação é que se valorize a pureza e a dignifique, como ela agrada a Deus e como a limpeza é importante”: Você pode procurar, mas não tem de fato uma explicação da impureza. Pelo outro lado, a pureza é vastamente potencializada e aí sim, existe um vasto material, está cotada no Torá.
E essas coisas me chamaram a atenção: eles não têm explicação ou não querem dar explicação[?].
Quando você aprende um pouco mais sobre a psicologia Judaica, você acaba percebendo alguns tipos de patologias. Um deles é um tipo de cinismo racional: a própria figura de Satã é um bom exemplo desse duelo da mente. Não existe também uma explicação ou uma pré-existência pra Satã, ele simplesmente apareceu. Em Hebreu ele se chama S’n[Stn], ele é o conselheiro de Deus, veja você. Conselheiro porque é a única pessoa a quem Deus escuta: e dá importância a seus dizeres. É uma espécie de fiscal da conduta moral do povo Judaico. Se alguém fala alguma coisa da boca pra fora e Satã desconfia que o Judeu tá de ‘migué’, não tá envolvido sentimentalmente ou não deu a devida importância praquilo que Deus pretendia, ou ainda, possui uma intenção duvidosa, não priorizou Deus, será levado ao conhecimento do Criador: e o Criador tomará as devidas providências: Deus levará a uma investigação e, se forem constatadas as suspeitas de Satã, haverá consequências, e haverá sacrifícios. Geralmente, Deus abre uma quest, que resultará em morte de alguém. O curioso é que Satã tem o hábito de conversar com a vítima, geralmente ele pega um Judeu desprevenido e começa a questioná-lo sobre o que ele está fazendo ser certo ou errado. O mais conhecido nessas histórias paralelas que envolvem os personagens do Velho Testamento, é a de Abraão e Isaac.
Mas imaginemos Satã perguntando a Abraão alguma coisa do tipo “então, Abraão, tu tás feliz por matar Isaac?”, Abraão saberia imediatamente que estava enrascado, ele pensaria ‘puta que pariu, é Satã..! Ou será que seria Deus fazendo mais uma de suas pegadinhas..?’ Mas era  melhor ficar calado, e falar o mínimo possível, Satã poderia piorar a conversa aprofundando ainda mais, tipo “É teu desejo matar Isaac?”, e ele teria que responder obrigatoriamente que sim: ele diria “É, mas não é de meu coração”, e isso significa “vou andar com minha integridade.”: “Tou fazendo a coisa  certa, seguindo a vontade de Deus..!”: e o que é isso extamente[?]: a existência de concorrência, alguma coisa competindo com Deus na atenção, situação clara de pecado. No Judaísmo, toda a verdade não é clara de propósito, ou com propósito: ela é espalhada, para que se crie um estreótipo, um padrão de comportamento, para que se reúna a que contém as qualidades de um com a que contém os defeitos de outro e se crie um personagem. É o caso de Cain e Abel: Cain pegou uma fruta da terra, do inimigo, e Abel sacrificou um novilho: havia sofrimento em Abel, mas não havia em Cain. No entanto, Cain foi capaz de matar por Deus, independente do sentimento: e isso agradou Deus, mas Cain inutilizou uma semente: e isso tornava ele nitidamente improdutivo, não podendo tirar a força da terra. Isso me chamou muita atenção:
E esse é o contexto que me refiro: os Judeus tinham um tipo de relação com Deus baseada no sofrimento, um deus patrão, que mantém a firma: aquele que não sofre, jamais será um bom trabalhador, será um déspota. Não bastava apenas arar a terra, mas transmitir seu sofrimento a ela: temos que tomar cuidado com essa palavra ao máximo, que envolve o entendimento de potencial, não só a tradução é tomar como seu significado é tomar para si a força de outro, não é no conceito de aproveitar, usufruir, mas de posse, chupar a laranja até não sobrar mais nenhuma gota, esgotamento...matar, destruir: a dominação a que se refere o Gênesis é de que o  espirito do inimigo se copia na terra, na condição de campo, uma partição: E também de corpo, quando partição humana: isso tá incrivelmente alinhado com Mateus 13, onde Cristo fala desse mesmo tipo de esgotamento: não é que aquilo aumentaria o ganho ou lucro, mas que aquilo diminuiria as perdas. Mas não era só isso: havia uma cobrança para a existência de um tipo de sentimento: quando se busca um ótimo produtivo, existe um esgotamento físico, porque a intenção é destruir o corpo, a ponto de não crescer mais nada do inimigo. Essa foi a falha de Cain, não transmitiu o sentimento de Deus a terra, ele não tiraria os sentimentos da Terra sem que botasse os sentimentos de Deus nela também. Desde o início, o homem sequer tinha sido criado e a inchada já havia sido setada: por que outros povos não fizeram[?], burrice, não entendimento da terra, entendimento diferente. A terra é entendida como lugar do inimigo, por isso tem que ser trabalhada, pois pegar desgraça do inimigo desgraçaria o plano de Deus, Deus teria a mesma sentença de Cain: cada inchadada na terra tem que ter sofrimento, a amargura em troca da doçura, não poderia ser feito como simples trabalho, mas um trabalho amaldiçoado que tivesse cara de purificação de pecado, assim deveria ser entendido o pão de cada dia: não apenas mera sobrevivência. Isso tudo seria transferido a Deus, e seria posteriormente entendido como Merecimento. Não há absolutamente nada de novo, exceto pelas intenções de Deus. O cristão entende o sofrer exatamente desse jeito.
Se ele se mata todo dia é por Cristo, seu sofrimento não é uma consequência, mas a razão de sua existência, o mal não sai se o bem não entra, é algo que precede a separação, a transferência do sentimento de Deus, e nesse caso, o sentimento que o homem transferiu a terra, não foi por desconsiderá-la, mas porque tinha a intenção de matá-la: foi esse sentimento que se seguiu.
No entanto tenta-se desentender os comandos e justificá-los como consequências evolutivas, e tenta-se envolver o inimigo em questões das quais sequer deveriam ser cotadas. A palavra, desde o início, foi o instrumento utilizado: por isso, o início deve ser reinterpretado.
Não é propriamente uma psicologia do trabalho, mas que Deus estaria procurando raça, povos, espécie, que possuíam uma característica de sofreguidão, que estavam dispostos a sacrifício: esse tipo de gente estaria de acordo com o tipo de servo que ele estava procurando. O próprio Judaísmo admite que Deus procurou outras raças, mas que eles foram os únicos que aceitaram. Por isso chamo atenção do perfil  dos Judeus: eles tinham uma relação com Deus diferente, o Deus deles estava na Terra, ele participava dos problemas familiares e econômicos, um verdadeiro pai, não era um Deus tântrico como outras religiões, ele era um cara que acompanhava o dia-a-dia do Judeus, era um cara sacrificado, Deus estava procurando pessoas que estavam dispostas a trabalhar o dia todo, fizessem horas extras, botassem a empresa em primeiro lugar, esse perfil foi sendo falado e distribuído: e o cara que mais se aproximou desse perfil foi exatamente Cristo: ele gostaria de um exército desse cara, cloná-lo. Esse perfil começou a ser redesenhado no cativeiro, na Babilônia, por aquilo que chamo de Médio Testamento, lá foi configurado a idéia de Diabo e Inferno, uma justificativa para pureza excessiva: uma guerra existencial estava sendo travada a nível cósmico, aquilo de alguma forma afetava a existência de Deus também, ‘o que for solto na terra, será solto no céu’: e Satã foi mudando de figura e foi tomando uma nova roupagem, não era apenas um personagem da mente, um crítico da razão, mas alguém estava montando um exército baseado na impurificação, no sentido de destruir de vez a essência de Deus e o Judeu era o único capaz de evitar esse desastre: e estava alheio a esses detalhes, sem dar atenção a existência do mal: O comprometimento deveria ser total, a necessidade de entender a sina, o destino, esbarrava em aceitar a morte e como a morte deveria ser entendida: fazia parte do plano de Deus, como uma etapa funcional. O judeu deveria atender, aceitar e permitir que Deus o usasse para auto purificar-se, isso implicaria em sua morte, destruição de seu corpo: mas a essência de Deus, presente em seu corpo, após a limpeza bem-sucedida, voltaria para Deus: e isso significaria uma espécie de vida eterna:  por isso, o entendimento da existência, a relação de servidão era basicamente um conceito de purificação.
Isso foi falado exaustivamente no tópico A Untagem, o Judeu havia se tornado ‘psico’ com limpeza, mas não era apenas uma limpeza comum, corporal: havia um background, a pureza, de modo que não vou desenvolver o tema outra vez, porque já o fiz. Esses conceitos de purificar o corpo, foi-se, ao longo dos anos, modificando, transmutando-se para purificação do espírito.
É quando Cristo apareceu. Os conceitos que envolvem a purificação, há muito séculos já estavam discriminados no interior do Judaísmo, sendo o núcleo de todas as decisões.
Em Marcos 7, como já foi falado, Cristo acrescentou que todos esses rituais Judaicos, embora certos e possuíssem algum valor, eram vazios, por serem ineficientes, não matava o inimigo.
A reinterpretação de Gênesis 13.5 foi a base de todo o pensamento que se seguiu: Satã era agora um inimigo declarado: e a explicação foi que ele apareceu depois que o universo foi gerado:
É explicação de Paulo: mas não está claro em Cristo se ele não existiu desde o início como parte integrante de Deus. Criou-se uma roupa nova para o novo personagem, o inferno foi criado, mas sem que isso estivesse exatamente em Cristo.
Mas, em meu entendimento, é  que Cristo sabia e conhecia o problema da impureza de Deus: e que a purificação é algo que foi abafado porque induziria um risco de compreensão da unidade, ao mesmo tempo que botaria em cheque a própria pureza de Cristo: E é nesse ponto que Paulo se separa de Cristo.
 Como alguém impuro vai descontaminar alguém, e como isso poderia ser transmitido, sem que o mal se copiasse outra vez[?]: é nesse cenário que a Ressurreição assume o papel fundamental e botaria  um fim na contaminação, ao mesmo tempo que serve de um bom exemplo de como ocorre a purificação: ela seria total, a idéia de que não fica nada na terra, e que a limpeza teria sido bem sucedida e que, o que voltou para Deus, estava sem a presença do mal, livre de contaminação.
Bom não vou ficar repetindo o que já foi dito, mas finalizar meus argumentos de que: dada a tamanha importância, tamanha a preocupação, tamanha a dimensão da pureza, totalmente renderizada ao longo de Milênios na cultura Judaica, é o suficiente para botar Deus sob suspeita e questionar se a sujeira sempre existiu e que possui um único criador. E que sua descontaminação seria um motivo de sobrevivência do próprio Deus, vital para um processo Universal. Ele começaria com a descontaminação de uma raça, os Judeus: os outros povos, depois. Seguindo sempre aquele movimento, a parte limpa retornaria a Deus: E parte  suja ficaria na terra, a qual será destruída posteriormente, ou, limpa: Caso essa parte suja não possa efetivamente ser limpa, ela será jogada no inferno, a subpartição, onde ela ficará até o dia que possa ser limpa e retornar a Deus: e nesse caso, será quando o inferno for destruído. Bom, a subpartição inferno é algo muito pouco entendido em termos Bíblicos, é algo que foi inicializado posteriormente, digo, posterior ao Torá e aos Evangelhos, não foi contextualizado nem por Paulo nem por Cristo. Pra via de regra, o inferno é a Terra: e essa é a interpretação mais correta, porque a terra, por si só, já é a partição da limpeza, o próprio inferno, ou simplesmente, a lixeira do céu. Por isso a idéia, a nível dos Evangelhos, de que Cristo teria vindo ao mundo imundo, em uma missão Purificadora: é algo que faz sentido a todos, sem que se entenda exatamente seus porquês.
A lógica é bem simples: aquilo que não for limpo, fica na terra, não sobe, será incinerada posteriormente, virará purpurina. O problema está no Arrebatamento e no Livro das Revelações, que tratam assuntos diferentes e, na tentativa de fundir os dois, acabaram fud3nd0 o fundido em uma coisa só: mas a interpretação é sempre a mesma, a impressão é que uma subpartição foi criada: e a questão do Trono Branco não esclarece quem de fato vai queimar o impuro, dá margem pra interpretações: Cristo estará presente, mas não é ele exatamente quem vai matar ou queimar, ele falava muito “Faça isso em minha presença”, no sentido que os outros fizessem por ele, não ele próprio, mas como ele era o chefe, o mandante, então a personificação do ato é endereçada a sua pessoa. E de fato, a inexistência de um substancialismo Bíblico que suporte a existência de um inferno na terra como uma subdivisão ou uma partição estendida, nos dá a nítida clareza de que foi algo mal entendido, porque, pra João, a purificação ocorre na Terra, e terra, pra João, é possivelmente entendida como um lugar da consciência: mas terra, para Paulo, é um lugar físico.
De fato, a purificação atente às duas demandas: tanto pode funcionar no corpo quanto a nível de consciência. Ela se tornou um problema porque um zumbiismo foi criado: essa questão que os mortos se levantarão, havia muitos pormenores, havia não, eles existem, porque nenhum morto se levantou depois de Cristo, e isso por si só já é um problema, porque, aquelas pessoas eram puras, por que não ressurgiram também[?].. é provável que, três dias após a morte de Pedro, eles tenham aberto a tumba e o corpo de Pedro ainda estava lá, e eles tiveram a triste constatação: Pedro não era puro: mas isso, é claro, é algo que todos já sabiam,
 A explicação acabou sendo a da Segunda Trombeta: haveria um momento para isso. A questão era que... aonde estava o espirito, exatamente, de quem estava aguardando esse dia: apodrecendo ao lado do corpo, íntegro, embaixo da terra, ou, vagando em algum outro lugar[?] O que aconteceu com Pedro, por exemplo[?], digo, em concordância com o exemplo exposto acima.
O espírito é algo que habita, ele não fica solto poraí: e Paulo, de fato, não foi convincente:
Fariseus, Saduceus, coliseus, pseudoseus, fabuleus... o que aconteceu?[!]: o Judeu não se entendia mais. Embora o racha entre Fariseus e Saduceus tenha dominado a cena do crime, não só a nível de escritura, mas historicamente, havia um ponto comum, único, de divergência, que escapava as interpretações do Torá: maior que a Idolatria, maior que o Halakhah, maior até que o Messias: a Ressurreição: ela é o ponto de difusão, o ponto de separação, o maior motivo até hoje dessa grande e enorme confusão: e isso tem um enorme porquê, que não ficou atentado em suas devidas proporções, porque embora a Ressurreição em si fosse o motivo da divergência, não que não existisse outros, mas de fato ela era o maior, e é até hoje: a Purificação.
 Não se tratava apenas de um ato de fé, havia algo muito mais relevante do que a esperança, como Paulo muito bem relatou:
Quebro meu raciocínio momentaneamente e boto nos dizeres do Paulo, Corintos 15, para que vocês sintam o clima, porque simplesmente, essa é a segunda passagem mais importante da Bíblia. Pra isso é necessário desconsiderar momentaneamente a figura de Paulo, quem era Paulo exatamente, mas o conteúdo de suas palavras. O motivo é um só, e não poderia ser diferente, porque estamos falando de unidade: e Paulo põe em cheque o racionalismo da unidade: Paulo havia percebido que a unidade possuía uma geometria, uma matemática de background: e dentro desse entendimento, propôs uma solução. E a solução era que o corpo tinha que retornar a Deus. O interessante é que nessa passagem, ao propor tal coisa, Paulo teria extrapolado o Torá.
[Paulo corintos 15]:  “Agora eu torno conhecido a vocês, irmãos, o evangelho o qual eu preguei a vós, o qual também vocês receberam e onde vocês se mantém.
Pelo qual também vocês são salvos, se vocês se manterem firme da maneira que eu preguei a vocês, a menos que vocês tenham acreditado em vão.
Pois eu entreguei a vós primeiro de tudo, o qual eu também recebi: como que Cristo morreu por nossos pecados, de acordo com as escrituras:
E que ele foi enterrado: e que ele ressurgiu de novo de acordo com as escrituras:
E que ele foi visto por Cephas, e após isso pelos onze.
Então ele foi visto por mais de 500 irmãos de uma vez: dos quais muitos permanecem até este presente, e alguns estão caídos em sono.
Após aquilo, ele foi visto por James: então por todos os apóstolos.
E último de tudo, ele foi visto também por mim, como por alguém nascido fora do devido tempo.
Pois eu sou o último dos apóstolos, o qual não sou digno de ser chamado de um apóstolo, porque eu persegui a igreja de Deus.
Mas pela graça de Deus, eu sou o que eu sou. E a graça dele em mim não foi em vão: mas eu trabalhei mais abundantemente que todos eles. Ainda assim não eu, mas a graça de Deus comigo:
Pois seja eu ou eles, então nós pregamos: e assim vocês acreditaram.
Agora se Cristo é pregado, que ele ressurgiu de novo dos mortos, como é que alguns dentre vocês dizem que não existe ressurreição dos mortos?
Mas se não existe ressurreição dos mortos, então Cristo não ressurgiu de novo.
E se Cristo não ressurgiu de novo, então nossa pregação é vã: e a fé de vocês também é em vão.
Sim, e nós somos falsas testemunhas de Deus: porque nós demos testemunho contra Deus, que ele ressurgiu Cristo, o qual ele não ressurgiu, se os mortos não ressurgem.
Pois se os mortos não ressurgem, nem Cristo ressurgiu.
E se Cristo não ressurgiu, vossa fé é em vão: pois vocês ainda estão nos seus pecados.
Então também aqueles que caíram em sono em Cristo estão perecidos.
Se nessa vida nós apenas tivermos esperança em Cristo, nós somos de todos os homens os mais miseráveis.
Mas agora Cristo é ressurgido dos mortos, os primeiros frutos daqueles que dormem:
Pois por um homem veio a morte: e por um homem a ressurreição dos mortos.
E assim como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos deverão ser tornados vivos.”


 Toda naturalidade será vestida, ou toda nudez será descoberta...! Digo, que a verdade se manifeste. – Isso não faz parte de Corintos, é apenas um comentário ao superincrível Paulo. Sem ele, a Bíblia não teria a menor graça. As leituras de Paulo são as únicas verdadeiramente divertidas. Tudo que ele fala cheira a falsidade, e  isso tem cara de verdade, digo, verdade naquilo que ele acredita, se não fosse o fato de que ele a cada momento está tentando se convencer daquilo e ele não esconde, por isso eu o admiro, é algo que ele precisa ficar falando constantemente sobre isso, e dá pra imaginar a sensação de alguém que recebe uma carta de Paulo, mesmo sem abrir e lê-la, já sabia o seu conteúdo: “Paulo já sabe que eu não acredito”: e a reação era imediata: “eu não vou abrir essa carta, porque Paulo tá tentando roubar a minha fé, com o único intuito de fortalecer a sua, quer roubar o que eu não tenho pra provar que o que ele tem é verdadeiro, como se o corpo que tenho fosse falso, e a parte inteira dele é a verdade. Pô, que merda a unidade..!”.
Bom, é apenas um pedaço de Corintos 15, a questão aqui é o nível de preocupação de Paulo e que, se perceba que ele usa uma série de relações de perdas: ‘perderíamos isso’, ‘perderíamos aquilo’ e, no final, ‘estaríamos testemunhando contra Deus’: ele faz um raciocínio decrescente e no final acrescenta que tudo deixaria de existir rapidamente. Talvez não seja claro pro leitor que Paulo está se movendo em dimensões, se utilizando de uma linha temporal. Talvez não seja visível a geometria, mas Paulo caminha do exterior pro interior. E no entanto, a idéia é que ele caminha numa linha ascendente, na direção Terra-Cristo-Deus.
E o que é isso exatamente[?]: um racionalismo.
E essa é a estrutura, digo, a espinha dorsal da Teoria do Arrebatamento. E Mais ainda: Uma solução pro Torá, uma solução que integraria todas as facções dos Judeus: basicamente, uma solução pra Fariseus e Saduceus. De modo que a Ressurreição não se tratava apenas de um dogma realmente, ou simplesmente, uma solução pra uma raça, mas a sobrevivência da Unidade: sem um corpo, a Unidade perderia sua Integridade. Por isso, antes que eu responda se o racionalismo de Paulo foi certo, é necessário falar de algo menos complicado, mas que gerou incompreensão também: a existência do Médio Testamento:
Entendemos a existência da Idade Média como uma ‘parte média’ da história, mas desentendemos que existiu o Médio Testamento: e ele existiu: são as Escritas Judaicas Babilônicas. Mas não poderia fazer isso sem voltar a Paulo e esclarecer melhor quem era esse rapaz: porque ele se trata do Segundo Cristo, ou, do Primeiro Cristo: as escritas de Paulo dominaram o Evangelho, e trata os quatro Evangelistas como burros, existe uma manipulação visível em Lucas, por Paulo, e uma complementação entre Mateus e Marcos, conectando idéias.
Por isso, retorno ao problema da Partição: é como o corpo tem que ser entendido, uma Partição: um espaço vazio a ser preenchido. É como deve ser entendido o inferno: uma partição, um espaço vazio a ser preenchido. É importante que se perceba a geometria da unidade. E é isso que o inferno é, basicamente: um espaço geométrico. Por ser uma partição estendida, a sua existência será sempre temporária.
Havia postado, no tópico anterior, o problema da preexistência do inferno, se essa partição teria sido cotada realmente. Pra quem leu este artigo, é visível que o autor não conseguiu explicar. O inferno está cotado na Bíblia sim, mas está presente no Médio Testamento, no Judaísmo Babilônico, ou Persa, ou Helênico, mas não está presente nos Evangelhos, digo, aqueles que foram validados.
Bom, por isso a idéia de inferno pareceu uma boa explicação: era óbvio que todos que morreram antes de Cristo foram parar lá: mas Paulo não foi claro sobre onde, de fato, eles estavam: o que Paulo sabia, ele não disse, digo, escondeu a geometria de seu pensamento: e direcionou, sabiamente, a sua filosofia, para as necessidades de seus ouvintes: e isso foi o mais importante: que seriam todos limpos, não ficaria ninguém, que Deus não seria um irresponsável, nem Cristo um mentiroso ao dizer que voltaria: Havia um motivo para isso e isso explicava a Ressurreição: e o Universalismo é algo que não pode ser entendido pela via da igualdade, porque o que se pretendia com o inferno, o que se pretendia com a ressurreição, era a solução praquilo que era o único e verdadeiro motivo de toda uma ginástica teológica que se seguiu: havia algo escabroso, o qual, no início do artigo chamei de o ponto cego da luz, algo que sistematizava algo obscuro: a purificação. Por isso, falei primeiramente do Médio Testamento, depois, falei de Paulo, e depois falei dos Fariseus e Saduceus e do Torá: coisas difíceis de ser entendidas e absorvidas, tornando impossível explicar a geometria da unidade, ficando esta por último e estará contida na linha do timeline que escolhi pra tratar esse assunto. As pessoas são tendenciosas a explicar o mundo por ciências políticas e econômicas, e essas explicações são sempre vazias, não há uma explicação de fato pra democracia, o que a Democracia é de fato é as fases da igualdade. E nesse sentido, a China é Democrática, os Países Islâmicos são democráticos, o que vai definir se aqueles países de fato praticam/acreditam em suas idéias, é o fator unidade. A Democracia é uma unidade: onde houver unidade, haverá Democracia.
Bom, é isso, o que eu tinha pra falar de Cristo, já foi. Não sou blogueira. Meus objetivos é basicamente registrar algo, por escrever muito e às vezes acabo perdendo. E como vocês devem ter notado, tenho respeito pelo sentimento do Cristão com Cristo, sei do que se trata. Mas, sobreviver às minhas acusações, tanto do volume como forma de expressar esse sentimento, não deve ser confundido com o juízo. É uma memória, endereçadas a seres especiais, seres que vão entender que isso se trata de um caminho, uma forma de quebrar as amarras, destruir a caixa preta, que habita o interior de um quadrado vazio.
Por isso, o objetivo implícito de todo esse material é para que se chegue ao ponto daquilo que se acredita verdadeiramente, o que verdadeiramente foi escrito, e suas formas mais básicas, mais próximas, de uma verdade narrada e contada. Quase dez anos de minha vida foram dedicados a produzir e compor esse material e a dificuldade em analisar todo o material bíblico, indo até mais além, o Torá. Mas ainda não terminei. Mas os próximos passos agora são diferentes: vou falar daquilo que se conhece realmente: a tecnologia, a ferramenta de execução da democracia.
Baseado em tudo que se aprendeu da Bíblia, entender aonde, exatamente, o mundo em que vivemos é derivado daquilo que se acreditou. Entender a máquina que Cristo aperfeiçoou, sua Padaria, quando você come a comida do amanhã, como isso está perfeitamente afinado com Adam Smith, com Marx, com Keynes, com Malthus, com Locke e Robes. Na coluna de Direito, com Rousseau, Montesquieu, com Schumpeter e Dawn.
Não mais através dos Evangelhos, mas através de uma geometria. Não através de um pensamento dialético, mas de uma forma clacissista, uma forma diferente de pensar. Isso dará suporte pra você voltar aos Evangelhos e relê-los outra vez e aplicar uma outra metodologia. Você vai reler e vai ver coisas que não via antes. E vai me agradecer ou vai me odiar por isso.
Esse material foi escrito há mais de um ano atrás, mas me senti na obrigação de fazê-lo, primeiro, pra me livrar de um peso-morto, e segundo, porque era necessário eu dar continuidade ao ponto onde eu queria chegar, que era a Produtividade, eu ia ter que relacionar com os Evangelhos, por isso, precisava chegar a um nível de ideias comuns e a ideia não era propriamente polemizar ou tecer críticas, mas que se constituísse uma base, na qual todos concordam, onde todos acreditam. Por isso que as teses são grandes e massivas, eu mesmo sofri tendo que relê-las antes de publicar, e o sentimento é realmente de “todos viram? Eu não vou fazer mais isso”.
E de tudo isso, o que eu deixo, o que eu tento passar é o entendimento de que não se precisa de uma história completa de Cristo, que Cristo não tem nada escondido, ele é prático e visível, uma única frase sua é o suficiente pra saber não só o que ele acredita, mas aquilo que ele sente. Por isso, àqueles que acreditam que coisas que ‘foram mudadas’, ou que ‘existe um Cristo oculto’, e isso envolve o verdadeiro sentimento Cristão, o “ainda não aconteceu”.. : desistam disso, porque o mundo está exatamente como Cristo previu. A questão da cura está em acreditar que ela virá e, com ela, a solução pra imortalidade. E acredite: a solução é a Produtividade: é ela que vai fazer você dar o salto e navegar na dimensão da mente, ao infinito e além”: a semente do amanhã, é ela que vai garantir o seu futuro.

Agradecimentos a todos que me acompanharam nessa incrível jornada nos Evangelhos, que não dobraram seus joelhos na terra porque tiveram seu calcanhar esmagado pela Serpente. Eu sei que vocês foram treinados pra não ouvir, além do mais da boca de uma mulher, digo, de uma fêmea. Isso tem cara de Paraíso, aquele lugar que nunca existiu, nunca existiu pro filho: o homem e seus descendentes, porque de fato a terra nunca seria um lugar natural.
Por isso, daqui pra frente, a toada é a Democracia: o que é essa fé virtual.


‘A natureza não nos engana, nós que nos enganamos.’ [Rousseau].

Quem foi Paulo - O Segundo Cristo

A Bíblia
O Problema de Paulo:


No início da Cristandade mantém-se duas figuras: Jesus e Paulo. Jesus é tido pelos Cristãos como o fundador da sua religião, em que os eventos da vida dele compreendem a história-base da Cristandade; mas Paulo é tido como o grande intérprete da missão de Jesus, quem explicou, de uma maneira que o próprio Jesus ele mesmo nunca o fez, como a vida e a morte de Jesus se encaixavam em um esquema cósmico de salvação, alcançando da criação de Adão até o fim do tempo.
Como nós deveríamos entender o relacionamento entre Jesus e Paulo? Nós deveríamos estar nos aproximando desta questão, não pelo ponto-base da fé, mas daquele dos historiadores, que reportam-se aos Evangelhos e o resto do Novo Testamento como uma fonte importante de evidência, requerendo cuidadosa atenção e criticismo, já que seus autores estavam propagando crenças religiosas ao invés de convergir informação histórica desapaixonada. Nós também deveríamos estar levando em conta todas as evidências relevantes de outras fontes, tal como Josephus, o Talmud, os historiadores da Igreja e os Ensinamentos Gnósticos.
O que Jesus ele mesmo teria pensado de Paulo? Nós devemos lembrar que Jesus nunca conheceu Paulo; os dois homens não se encontraram nem uma única vez. Os discípulos que conheciam Jesus melhor, tais como Pedro, James e João, não deixaram nenhuma escrita pra trás deles explicando como Jesus parecia para eles, ou o que eles consideraram que teria sido a missão de Jesus. Eles concordavam com as interpretações disseminadas por Paulo em suas escritas fluentes e articuladas? Ou eles talvez pensavam que este recém-chegado à cena, rodando teorias complicadas sobre o lugar de Jesus no esquema das coisas, estava entendendo tudo errado? Paulo clamava que as interpretações dele não eram apenas sua própria invenção, mas que haviam chegado a ele por inspiração pessoal; ele clamou que havia sido colega pessoal com o Jesus ressurgido, mesmo ele nunca tendo-o encontrado durante seu tempo de vida. Tal coleguismo, ele clamou, ganho através de visões e transportes, era na realidade superior ao coleguismo com Jesus durante seu tempo de vida, quando Jesus era muito mais reticente sobre seus propósitos.
Nós sabemos de Paulo não só por suas próprias cartas mas também pelo livro dos Atos, o qual dá uma contagem completa de sua vida. Paulo, de fato, é o herói dos Atos, o qual foi escrito por um admirador e seguidor dele, nomeadamente, Lucas, o qual foi também o autor do Evangelho daquele nome. De Atos, pareceria que havia alguma fricção entre Paulo e os líderes da ‘Igreja de Jerusalém’, os companheiros sobreviventes de Jesus; mas essa fricção foi resolvida, e todos eles se tornaram o melhor dos amigos, com miras e propósitos em comum. De certas cartas de Paulo, particularmente Galatians, parece que a fricção era mais séria do que o retrato dado em Atos, o qual parece então ser parcialmente um exercício de propaganda, intendido a retratar unidade na antiga igreja. A questão recorre: o que Jesus teria pensado de Paulo, e o que os Apóstolos pensam dele?
Nós deveríamos lembrar que o Novo Testamento, como nós o temos, é muito mais dominado por Paulo do que parece à primeira vista. Conforme nós o lemos, nós nos deparamos com os Quatro Evangelhos, dos quais Jesus é o herói, e não encontramos Paulo como um personagem até nós embarcarmos na narrativa pós-Jesus dos Atos. Então nós finalmente viemos a ter contato com Paulo ele próprio, em suas cartas. Mas essa impressão é mal-guiante, pois as escritas mais antigas do Novo Testamento, são, na realidade as cartas de Paulo, as quais foram escritas entre 50-60 DC., enquanto que os Evangelhos não foram escritos até o período de 70-110 DC. Não é opinião minha, existe um consenso sobre essas datas: É histórico.
Isso quer dizer que as teorias de Paulo já existiam antes dos escritores dos Evangelhos e coloriram as interpretações deles sobre as atividades de Jesus. Paulo está, em um sentido,  presente, desde a primeiríssima passagem do Novo Testamento. Isso, é claro, não é a história toda, pois os Evangelhos são baseados em tradições e mesmo fontes escritas, as quais datam de volta a um tempo anterior ao impacto de Paulo, e essas antigas tradições e fontes não são inteiramente obliteradas na versão final e dão indicações valiosas de como a história era antes dos editores Paulinistas terem empurrado-a para sua versão final.
Contudo, o outlook dominante e perspectiva de forma dos Evangelhos é o de Paulo, pela simples razão de que foi a visão Paulinista de sobre o que havia sido a tão-jornada de Jesus na Terra que foi triunfante na Igreja conforme ela se desenvolveu na história. Interpretações rivais, as quais uma vez haviam sido ortodoxas e se opuseram a essas mesmas visões individuais específicas de Paulo,  agora se tornaram hereges e arrancadas para fora da versão final das escritas adotadas pela Igreja Paulina como o cânone inspirado do Novo Testamento.
Isso explica o quebra-cabeças e o papel ambíguo dado nos Evangelhos aos companheiros de Jesus, os doze discípulos. Eles também são figuras sombrias, aos quais são permitidos pouca personalidade, excluindo o tipo esquemático. Eles também são retratados como estúpidos; eles nunca entendem bem o que Jesus tá querendo com aquilo. A importância deles na origem da Cristandade é derrubada de uma maneira remarcável. Por exemplo, nós descobrimos imediatamente após a morte de Jesus que o líder da Igreja de Jerusalém é o irmão de Jesus, James. Ainda nos Evangelhos, esse James não aparenta de maneira nenhuma como tendo algo a ver com a missão e a história de Jesus.
Ao invés, a ele é dado uma breve menção como um dos irmãos de Jesus que alegadamente se opôs a Jesus durante seu tempo de vida e ele é mencionado como louco. Como é que aconteceu que um irmão que havia sido hostil a Jesus em seu tempo de vida de repente se tornou um líder reverendo da Igreja imediatamente após a morte de Jesus[?]: não é explicado, então alguns teriam pensado que alguma explicação precisava ser chamada. Lendas posteriores da Igreja, é claro, preencheram o gap com histórias da conversão miraculosa de James após a morte de Jesus e seu desenvolvimento em um santo. Mas a explicação mais provável é, como será argumentado depois, que o apagamento do irmão de Jesus, James (e seus outros irmãos) de qualquer papel significante na história do Evangelho é parte de uma depreciação dos antigos líderes que haviam tido contato próximo com Jesus e mencionavam ele com grande suspeita e repúdio das teorias Cristológicas do ponto-inicial Paulo, ostentando suas visões novinhas sobre as interpretações de Jesus, o qual ele nunca conheceu na carne.
Quem, então, era Paulo? Aqui nós pareceríamos ter um bom ponto de informação; mas num exame mais próximo, acontece que ele é cheio de problemas. Nós temos a informação dada por Paulo sobre ele mesmo em suas cartas, as quais estão longe de uma impessoalidade e comumente tomam uma volta autobibliográfica. Também nós temos a informação dada em Atos, na qual Paulo representa o papel principal. Mas a informação dada por qualquer pessoa sobre ele mesmo sempre tem que ser tratada com uma certa reserva, já que todo mundo tem fortes motivos em colocá-lo à melhor luz possível. E a informação dada sobre Paulo em Atos também requer um exame minucioso bem de perto, já que este trabalho foi escrito por alguém comprometido com a causa Paulina.  Nós temos outra fonte para a biografia de Paulo? Para falar a verdade, nós temos, apesar de elas estarem espalhadas em vários lugares inesperados, os quais serão nossa tarefa explorar: num extrativismo frutosamente preservado. Pelo outro lado, perdidas escritas dos Ebionitas [Ebionites], uma seita de grande importância para nossa quest; em um ataque disfarçado em Paulo em um texto da autoridade Cristã Ortodoxa; e em um manuscrito Árabe, no qual um texto dos antigos Cristãos Judeus, os oponentes de Paulo, haviam sido preservados por uma corrente improvável de circunstâncias.
Deixe-nos primeiro fazer um survey nas evidências encontradas nas fontes mais óbvias e bem-conhecidas. Ela aparece em Atos, em que Paulo foi inicialmente chamado de ‘Saul’, e que seu local de nascença foi Tarsus, uma cidade na Ásia Menor (Atos 9:11 e 21:39, e 22:3). Estranhamente o suficiente, contudo, Paulo ele mesmo, em suas cartas, nunca menciona que ele veio de Tarsus, mesmo quando ele está no mais alto de sua autobiografia. Ao invés disso, ele dá a seguinte informação sobre suas origens: ‘Eu sou um Israelita eu mesmo, do estoque de Abraão, da tribo de Benjamin’ (Romanos 11:2); e ‘...circuncisado em meu oitavo dia, Israelita por raça, e da tribo de Benjamin, o Hebreu de nascença e de cruza; em minha atitude a Lei, um Fariseu....’ (Philipians 3:5). Parece que Paulo não estava tão ansioso em participar aos recipientes de suas cartas que ele veio de um lugar tão remoto como Tarsus de Jerusalém, a poderosa casa do Farisianismo. A impressão que ele desejava dar, da vinda de um background Farisaico impecável, teria sido muito impairada pela admissão de que ele de fato veio de Tarsus, onde haviam poucos, sequer algum, professores Fariseus e um treinamento Fariseu teria sido difícil de conceber.
Nós encontramos, então, bem no início de nosso inquérito ao background de Paulo, a questão: Paulo era genuinamente de uma família Farisaica, como ele diz aos seus correspondentes, ou isso era apenas algo que ele disse para aumentar seu status aos seus olhos? O duro fato de que essa questão quase nunca é perguntada mostra quão forte a influência de suas atitudes tradicionais religiosas ainda está nos estudos Paulinos. Escolares sentem que, qualquer que seja supostamente o seu objetivo, eles devem sempre preservar uma atitude de profunda reverência em relação a Paulo, e nunca dizer nada que sugira que ele possa ter por vezes curvado a verdade, apesar da evidência ser forte o suficiente em várias partes de sua história-de-vida de que ele não estava acima da decepção quando sentiu que era garantido pelas circunstâncias.
Deve ser notado (em avanço a completa discussão do assunto) que os escolares modernos mostraram que, naquela época, os Fariseus eram tidos com alta reputação ao longo de todo império Romano e Parthian como um grupo dedicado que mantinha seus ideais religiosos em face da tirania, suportava a leniência e piedade na aplicação das leis, e priorizava os direitos dos pobres contra a opressão dos ricos. A reputação não merecida de hipocrisia a qual é anexada ao nome ‘Fariseu’ nos tempos Medievais e Modernos é devido à campanha contra os Fariseus nos Evangelhos – uma campanha ditada por considerações político-religiosas na época em que aos Evangelhos foi dado sua edição final, aproximadamente quarenta a oitenta anos após a morte de Jesus. O desejo de Paulo de ser tido como uma pessoa de origens Farisaicas deveria então ser entendida às luzes da reputação atual dos Fariseus no tempo de vida de Paulo; Paulo estava clamando uma alta honra, a qual aumentaria e muito o seu status aos olhos de seus correspondentes.
Mas antes de olharmos afrente no clamor de Paulo de ter vindo de origem Farisaica, deixe-nos continuar com nosso questionário sobre o que nos é dito sobre a carreira de Paulo nas fontes mais acessíveis. O jovem Saul, nos é dito, saiu de Tarsus e foi para a Terra de Israel, onde ele estudou na academia Farisaica de Gamaliel (Atos 22:3). Nós sabemos a partir de outras fontes sobre Gamaliel, o qual é uma figura altamente respeitada nas escritas rabínicas tais como o Mishnah, e a ele foi dado o título de ‘Rabban’, como sábio líder de seu dia.
Que ele foi o líder de todo o partido Fariseu é atestado também pelo Novo Testamento ele próprio, pois ele representa um papel proeminente em uma cena no livro dos Atos (capítulo 5) – um papel que, como nós veremos depois, é difícil reconciliar com a imagem geral dos Fariseus dada nos Evangelhos.
Ainda assim Paulo ele mesmo, em suas cartas, nunca menciona que ele foi um pupilo de Gamaliel, mesmo quando ele está o mais preocupado em estressar suas qualificações como um Fariseu. Aqui de novo, então, tem que ser colocada: Paulo realmente alguma vez foi pupilo de Gamaliel ou isso foi um clamor feito por Lucas como um embelezamento à narrativa dele?
Conforme nós veremos depois, existem certas considerações as quais tornam isso mais improvável, bem à parte da significante omissão de Paulo em dizer qualquer coisa sobre o assunto, que Paulo nunca foi um pupilo de Gamaliel.
Também nos é dito do jovem Saul que implicaram com ele, a alguma extensão, na morte do mártir Stephen. O povo que deu falsa evidência contra Stephen, nós é dito, a que também tomaram parte liderante no apedrejamento de sua vítima inocente, ‘lançaram seus casacos aos pés do jovem homem chamado Saul’. A morte de Stephen é descrita, e é adicionado, ‘E Saul estava entre aqueles que aprovaram seu assassinato’ (Atos 8:1). Quanta verdade existe neste detalhe? É para ser tido como um fato histórico ou como um embelezamento dramático, enfatizando o contraste entre Paulo antes e após a conversão? A morte de Stephen é em si mesma um episódio que requer análise de pesquisa, já que é cheio de problemas e contradições. Até nós termos uma melhor idéia de por que e por quem Stephen foi morto e quais eram as visões de por que ele morreu, nós só podemos notar a alegada implicação de Paulo no assunto como um assunto para futura investigação. Pro momento, nós também notamos que a alegada implicação de Saul enaltece a impressão de que aderência ao Farisianismo significaria hostilidade violenta aos seguidores de Jesus.
A próxima coisa que nos é dita sobre Saul em Atos é que ele estava ‘prendendo a Igreja; ele entrava em casa após casa, prendendo homens e mulheres, e enviando-os a prisão’ (Atos 8:3)
[...] Uma futura contagem da vida pré-Cristã é encontrada no capítulo 26 de Atos, em um discurso endereçado por Paulo ao Rei Agrippa. Paulo diz:
‘Minha vida, da juventude pra cima, a vida que eu levei desde o início entre meu povo e em Jerusalém, é familiar a todos os Judeus. De fato, eles me conhecem há bastante tempo e poderiam testemunhar, se apenas eles o fizessem, que eu pertenci ao estrito grupo em nossa religião: Eu vivi como um Fariseu. E é por uma bondosa esperança pela promessa de Deus aos nossos avós, que eu mantenho-me na doca hoje. Nossas doze tribos esperam ver o cumprimento daquela profecia.... Eu eu mesmo uma vez pensei que estava em meu dever trabalhar ativamente contra o nome de Jesus de Nazaré, e assim o fiz em Jerusalém. Fui eu quem aprisionei muitos do povo de Deus por autoridade obtida dos chefes sacerdotes; e quando eles foram condenados a morte, meu voto foi lançado contra eles. Em todas as sinagogas eu tentei repetidamente punição para fazê-los renunciar sua fé; de fato minha fúria se arrojou a tal cume que eu estendi a minha perseguição a cidades estrangeiras. Em uma tal ocasião eu estava viajando a Damascos com autoridade e comissão dos chefes sacerdotes...’
De novo a contagem continua com a visão na estrada a Damascos.
Este discurso, é claro, não pode ser tido como palavras autênticas endereçadas por Paulo ao Rei Agrippa, mas ao invés disso, como um discurso retórico composto por Lucas, o autor de Atos, no estilo dos historiadores antigos.
 Então o clamor feito no discurso em que a carreira de Paulo como um Fariseu de alto-escalão ser conhecida por ‘todos os Judeus’ não pode ser tomada pelo valor da face. [...]
[...] Foi apontado por muitos escolares que o livro de Atos, como um todo, contém evidências surpreendentes favoráveis aos Fariseus, mostrando eles como tendo sido tolerantes e piedosos. Alguns escolares até argumentaram que o livro de Atos é um trabalho pró-Fariseu; mas isso duramente poderia ser mantido. Pois, sobrepesando todas as evidências favoráveis aos Fariseus é o material relacionado a Paulo, o qual é, em todos seus aspectos, desfavorável aos Fariseus; não só Paulo é ele mesmo retratado como um perseguidor virulento quando ele era um Fariseu, mas Paulo declara que ele mesmo foi punido por açoitamento cinco vezes ( II Cor. 11:24) pelos ‘Judeus’ (geralmente tomado como significando os Fariseus). Então ninguém escapa de ler Atos com nenhuma boa impressão dos Fariseus, mas ao invés com as impressões negativas derivadas dos Evangelhos reforçados.
[...] Paulo ele mesmo [...] Apesar de ele ter mencionado muito do Velho Testamento como obsoleto, substituído pelo advento de Jesus, ele ainda é tido como a Palavra de Deus, profetizando a nova Igreja Cristã e dando a ela autoridade. Então sua foto dele mesmo como um Fariseu simboliza a continuidade entre o velho dispensamento e o novo: uma figura que cumpria em sua própria pessoa o ponto-de-virada no qual o Judaísmo foi transformado em Cristianismo.
[...] Então, o clamor de Paulo de ser um aprendiz de Fariseu expert é relevante para um problema muito importante e central – seja a Cristandade, na forma dada a ela por Paulo, seja realmente contínua com o Judaísmo ou seja ela uma nova doutrina, não tendo raízes no Judaísmo, mas derivando, até agora ela tem um background histórico, de mitos pagãos de morte e deuses ressuscitados e mitos Gnósticos de redentores descidos do céu. Paulo realmente encontrava-se na tradição Judaica, ou ele era uma pessoa de um tipo religioso basicamente Helenístico, mas buscando dar uma coloração do Judaísmo para um culto de salvação que na realidade era oposto a tudo pelo qual o Judaísmo se mantinha?’
[...]Capítulo 2 [...] O que e quem eram os Ebionites, quais opiniões e escritas estavam sendo suprimidas pela Igreja Ortodoxa? Por que eles denunciaram Paulo? Por que eles combinavam a crença em Jesus com a prática do Judaísmo? Por que eles acreditavam em Jesus como um Messias, mas não como um Deus? Eram eles um grupo posterior ‘Judaizando’, ou eles eram, como eles clamaram ser, os remanescentes dos autênticos seguidores de Jesus, a igreja de James e Pedro?
Os argumentos neste livro inevitavelmente se tornarão complicados, já que cada assunto está amarrado um com o outro. É impossível responder qualquer uma das questões acima sem trazer todas as outras questões em consideração. É, portanto, conveniente neste ponto dar uma sublinhada neste standpoint no qual todos os argumentos do livro convergem. Isso não é uma tentativa de prejulgar o assunto. O seguinte sumário dos achados deste livro podem ser dogmáticos à primeira vista, mas é de fato meramente um guia às ramificações[...]:
1 Paulo nunca foi um rabino Fariseu, mas um aventureiro de background indistinguível. Ele estava anexado aos Saduceus, como um oficial de polícia sob a autoridade do Sumo Sacerdote, antes de sua conversão a crença em Jesus. Seu senhorio do tipo de aprendizado associado com os Fariseus não era grande. Ele deliberadamente mal representou sua própria biografia em ordem a aumentar a efetividade de suas atividades missionárias.
2. Jesus e seus imediatos seguidores eram Fariseus. Jesus não tinha a intenção de fundar uma nova religião. Ele mencionava ele mesmo como o Messias no sentido normal do termo Judaico, leia-se, um líder humano que iria restaurar a monarquia Judaica, tirar os invasores Romanos, setar um estado Judaico independente, e inaugurar uma era de paz, justiça e prosperidade (conhecido como ‘o reino de Deus’), para todo o mundo. Jesus acreditava ele mesmo ser a figura profetizada na bíblia Hebraica o qual faria todas essas coisas (*o tal sonho de Daniel e a Profecia de Isaías, ao qual Ele próprio se referiu). Ele não era um militarista e não construiu um exército pra lutar contra os Romanos, já que ele acreditava que Deus iria performizar grandes milagres para quebrar o poder de Roma, (*igual como Deus fez no Egito com Moisés). Este milagre tomaria lugar no Monte das Olivas, como profetizado no livro de Zacarias. Quando este milagre não ocorreu, a missão dele havia falhado. Ele não tinha a intenção de ser crucificado em ordem a salvar a humanidade da danação eterna por seu sacrifício. Ele nunca mencionou ele próprio como um ser divino, e teria entendido esta idéia como pagã e idólatra, uma infração ao primeiro dos Dez Mandamentos.
3. Os primeiros seguidores de Jesus, sob James e Pedro, fundaram a Igreja de Jerusalém após a morte de Jesus. Eles eram chamados de Nazarenos, e em todas suas crenças eles eram indistinguíveis dos Fariseus, com exceção de que eles acreditavam na Ressurreição de Jesus, e que Jesus ainda era o Messias prometido. Eles não acreditavam que Jesus era uma pessoa divina, mas que, por um milagre de Deus, ele havia sido trazido de volta a vida após sua morte na cruz, e logo voltaria para completar sua missão de tomar o trono dos Romanos e assentar um reinado Messiânico. Os Nazarenos não acreditavam que Jesus havia ab-rogado [leia-se, revogado] a religião Judaica, ou Torá. Tendo conhecido Jesus pessoalmente, eles estavam cientes de que ele havia observado a lei religiosa Judaica durante toda sua vida e nunca se rebelou contra ela. Suas curas de Sabbath não eram contra a lei Farisaica. Os Nazarenos eram eles mesmos muito observantes da lei religiosa Judaica. Eles praticavam circuncisão, não comiam comidas proibidas e mostravam grande respeito ao Templo. Os Nazarenos não se mencionavam como pertencentes a uma nova religião; a religião deles era o Judaísmo. Eles construíram sua própria sinagoga, mas eles também atendiam a sinagogas não-Nazarenas em ocasiões, e performizavam o mesmo tipo de veneração em suas próprias sinagogas como era praticado por todos os Judeus observantes.
Os Nazarenos começaram a suspeitar de Paulo quando eles ouviram que ele estava pregando que Jesus era o fundador de uma nova religião e que ele havia ab-rogado [revogado] o Torá. Após uma tentativa de alcançar um entendimento com Paulo, os Nazarenos (leia-se, a Igreja de Jerusalém sob James e Pedro) quebraram irrevogavelmente com Paulo e o deserdaram.
4. Paulo, não Jesus, foi o fundador da Cristandade como uma nova religião a qual se desenvolveu fora tanto do Judaísmo normal quanto da variedade Nazarena do Judaísmo. Nesta nova religião, o Torá foi revogado como se tendo tido apenas validade temporária. O mito central da nova religião era aquela de uma morte untada de um ser divino. A crença neste sacrifício, e um compartilhamento místico da morte da divindade, formava o único caminho da salvação. Paulo derivava essa religião de fontes Helenísticas, chefiosamente por uma fusão de conceitos retirados do Gnosticismo e conceitos tirados de religiões misteriosas, particularmente daquela de Attis. [...]
5. Uma fonte de informação sobre Paulo que nunca foi levada a sério o suficiente é um grupo chamado os Ebionites. Suas escritas foram suprimidas pela Igreja, mas algumas de suas visões e tradições foram preservadas nas escritas de seus oponentes, particularmente no imenso tratado de Heresias por Epiphaniu.
A partir deste ponto parece que os Ebionites tinham uma contagem muito diferente a dar sobre o backgroud de Paulo e a antiga vida daquela encontrada no Novo Testamento e promovida pelo próprio Paulo. Os Ebionitas testemunharam que Paulo não tinha background nem treinamento Fariseus; ele era filho de Gentis, convertido ao Judaísmo em Tarsus, chegou a Jerusalém quando adulto, e se anexou ele mesmo ao Sumo Sacerdote como seu capanga. Desapontado em suas esperanças de avanço, ele quebrou com o Sumo Sacerdote e buscou a fama fundando uma nova religião. Esta contagem, enquanto não confiável em todos os seus detalhes, está substancialmente correta.[...]
[...]Ser Judeu e ainda assim não ser Judeu, este é o dilema essencial da Cristandade, e a figura de Paulo, condenando seu alegado Farisianismo como um impedimento para a salvação e ainda assim de alguma maneira, usando-o como uma maneira de se agarrar a ela, como uma garantia de autoridade, é simbólico.”

[fonte: excerpt from: The Mythmaker: Paul and the Invention of Christianity, by Hyam Maccoby, http://positiveatheism.org/hist/maccoby2.htm]


Bom, é um livro grande, o link taí, e não dá pra translatar o livro todo. Os argumentos contidos acima não são meus, mas de alguém que tem autoridade pra fazê-lo. Tenho me utilizado deste expediente para construir argumentos, porque provar algo existente é mais fácil. De modo que concordo com a maior parte dos argumentos do teólogo Judeu, um Messiânico [se passando por Judeu]: é um fato curioso, porque o Messianismo é uma religião Judaica, de modo que, o quê que não é do Judeu? Existe uma crençologia de que aquilo que não é do Judeu, é de Paulo: e aquilo que não é de Paulo, é de Cristo. É uma questão complicada.
O que todos acreditam, ser impossível separá-los: parece fácil, mas não é: mas é possível separá-los, sim. E é basicamente isso que estou propondo.
Separei o texto acima por algumas afirmações importantes levantadas pelo autor. Ele argumenta que Cristo teria sido entendido no contexto de Pedro, diferentemente do contexto de Paulo, e sugere que Paulo tivesse, em algum ponto, provocado uma perseguição a Pedro e, ‘como foi a igreja de Paulo que prevaleceu, o verdadeiro Cristianismo não foi praticado’. O termo Ebionists, embora não explicado pelo autor, deriva-se de um outro termo Bíblico, superimportantes: Elohinists, que é algo a ser guardado, pois falarei sobre eles mais tarde. Eloinistas é como era chamado a Tribo de Abraão, Isaac e Jacó: e foram renderizados ao longo do tempo como pobres, que Jesus gostaria de uma Igreja Pobre, pequena, uma Sinagoga, onde Jesus não seria nenhuma divindade, apenas um ser especial, que evidenciava para os Judeus uma manifestação de Deus. E isso dá margem pra que se pense que isso o tornava diferenciado de todos os outros. E esse “algo mais” de Jesus estaria endereçado ao próprio Jesus: Quando, pro Judeu, aquilo ali era a prova viva da manifestação de Deus, provando que aquilo era algo que Deus podia fazer com qualquer um: uma manifestação do poder de Deus: uma prova de sua existência. Algo constante na religião Judaica. Um bom exemplo é Moisés.
E essa é a questão basicamente que envolve a Idolatria, que esbarra na questão de Jesus ser entendido como um homem comum, sem poderes cósmicos fenomenais, compondo em pés de igualdade com seus antecessores.
O cristão não quer assim. E eu venho me perguntando ‘Por que?’: e quando questiono possíveis defeitos de Jesus, que comprometeriam sua pureza, existe uma reação contrária: Jesus tem que, obrigatoriamente, ser Divino. É algo que só é encontrado em Paulo, não há uma afirmação nos Evangelistas, que afirme ou desafirme a divindade de Jesus.
De modo que há uma tendência a trabalhar com as duas hipóteses em paralelo, procurando amenizá-las. Mas a colocação, e essa é a grande questão a ser pensada: primeiro porque foi Paulo que disse, de modo que o simples fato de ler os Evangelhos e sair de lá lindo e sorridente dizendo que Jesus é Deus e pá, não leu direito os Evangelhos. Se crucificamos Paulo, a Divindade de Jesus vai pro brejo. Existe um problema do por que Paulo não abre, digo, está totalmente fechado com a divindade de Cristo: a Ressurreição. E ela é a solução para um problema que dominou o Judaísmo desde sua descendência Suméria: a Pureza.
Ao escrever o tópico Purificação, percebi esses pormenores que envolvem a fé Cristã, esses bipartidarismos em sua Crença,  é preciso separar Paulo de Cristo. Depois, havia outro problema: separar os Saduceus dos Fariseus. Descartei os Nazarenos porque esse é um Messianismo [“Judeu virando Cristão”]. E os Essenos, estão um pouco desconectados do resto do grupo. De fato, os grupos não eram só esses, é impossível compor o que foi o tamanho da fragmentação do Judaísmo. E me interessei por um grupo especial, os Saduceus: porque, como é provado hoje historicamente, não foi um movimento pré-Cristão, foi algo que começou com o Judaísmo basicão: Moisés.
Existe uma explicação básica para isso. Separei outra literatura muito boa, que explica muito bem essa turma: eles não acreditavam em vida após a morte, de modo que não há Ressurreição. Já os Fariseus, se tornaram simpatizantes:

Enciclopédia Judaica Universal Vol. III [1939-1943], pg.474:

Fariseus (continuação) : […] a data indicada acima, e continuaram a ser mantidas até os dias presentes. O nome Fariseu, que chegou à linguagem Inglês através da tradução do Novo Testamento para Latin e representa a palavra Grega Pharisaios, data de volta diretamente à palavra Aramaica Parisha, o equivalente, no discurso popular, do Hebreu Parush, do verbo parash. A raiz de significado do verbo é “Separar”. O nome Fariseu pareceria indicar pessoas que foram separadas. Mas opiniões diferem quanto a natureza e ocasião exata de tal separação. Como um todo, a explicação mais provável é que o nome foi dado a, ou tomado por, aqueles Judeus do Século 2 Antes de Cristo os quais adotaram uma maneira de vida mais estrita em relação a leis alimentares, pureza ritual, e coisas do tipo, do que aquelas do Judeu comum, e os quais portanto se separaram eles mesmos da porção menos observante da população. Uma explicação menos provável é que o nome se refere a separação a qual marcava a saída dos Fariseus dos Saduceus. O nome, contudo, provavelmente já era conhecido e usado antes de a separação  tomar lugar. Uma terceira teoria conecta o nome com os fatos de que os Fariseus construíram todo o seu sistema em cima da interpretação da Escritura, e que um significado de parash é interpretar. Mas a forma do nome Fariseu não é o que esta teoria requereria. O nome, o que quer que seja que ele realmente signifique, provavelmente não é nada mais do que um partido epífita não tendo nenhuma conexão próxima com os princípios daqueles aos quais ele foi aplicado.
Os Fariseus, como um partido, foram aqueles que mais firmemente seguiram a liderança de Ezra [444 AC], e os Antigos Escribas [conhecidos coletivamente como Homens da Grande Sinagoga] em desenvolver a idéia do Torá ser a completa revelação a qual Deus havia feito para Israel, e o consequente dever de aprender o que foi ensinado ali então e de obedecer aquilo que foi comandado. Na tradição Farisaica, Ezra foi mencionado como – após Moisés – o verdadeiro fundador do Judaísmo; e seu trabalho é somatizado em dizer que ele ergueu o Torá ao lugar supremo na vida Judaica e ensinou o que manteve desde então. Para Ezra, o Torá foi o primeiro e o mais importante, o texto escrito dos Cinco Livros de Moisés; e os seus próprios escribas e em tempos sucessores (ele era um escriba ele próprio) tornaram assunto deles ensinar e interpretar o texto sagrado para então poder tornar disponível a revelação contida ali.
Em algum ponto após Ezra, o qual não pode ser precisamente determinado, uma divergência de opinião começou a questionar o que exatamente estava implicado na obrigação de obedecer os preceitos contidos no Torá. O que era pra ser feito quando um caso arrojasse-se para o qual provisões não pudessem ser encontradas no texto escrito? A teoria mais antiga, descansando na prática imemorial dos padres [Sacerdotes], mantinham que apenas o teste escrito [texto] do Torá estava unindo, e que onde direções posteriores fossem necessárias, estas eram para ser dadas pelos padres por sua própria autoridade, de acordo com a garantia expressa do próprio Torá (Deut. 17:9-11).
Mas o efeito desta teoria foi que o Torá escrito tendeu mais e mais a se tornar obsoleto, conforme as ocasiões nas quais direções adicionais eram necessárias se multiplicaram. Portanto uma segunda teoria começou a ser mantida, ao efeito que junto com o texto escrito havia, e sempre houve desde os tempos de Moisés, uma tradição não escrita a qual abastecia o que se estava querendo no texto escrito.
Aceitação do Torá e a obrigação de obedecê-lo significava portanto a aceitação do Torá escrito e não-escrito, e mais particularmente o reconhecimento do Torá como a completa revelação feita por Deus, no final não como limitada ao texto escrito, mas sempre desencapada e de maior clareza do que o significado ali contido, foi gradualmente introduzido. A tendência da teoria mais antiga era fazer do Judaísmo uma mera memória do que uma vez havia sido uma religião viva. O real efeito da outra teoria era manter o Judaísmo como uma religião viva. Aqueles que mantinham a teoria mais antiga eram os Saduceus; os exponentes da teoria mais nova eram os Fariseus.
Isso explica a verdadeira importância histórica dos Fariseus. Eles eram os guardiães mais fortes da vitalidade religiosa do povo Judaico. Eles tinham o insight mais profundo e mais claro adentro do significado da religião a qual era baseada no Torá, e eles tiveram a maior influência em fazer aquela religião efetiva na vida comum. O verdadeiro número de Fariseus declarados se tornou rapidamente mais do que poucos milhares; mas eles eram vistos com reverência pela massa do povo, os quais não aceitavam sua disciplina. Duas instituições proximamente aliadas da sinagoga e da escola ficaram em suas mãos, fossem ou não fundadas por eles, poderosos instrumentos para o desenvolvimento da vida religiosa e moral do povo, especialmente conforme os Fariseus, parecem ter sido o único partido trabalhando em prol deste fim.
A preocupação primária dos Fariseus era fazer do Torá o guia supremo da vida, em pensamento, palavra e feitos, pelo estudo de seu conteúdo, obediência aos seus preceitos, e, como a raiz de tudo, o serviço consciente de Deus, O qual havia dado o Torá. Este era o seu ideal pra eles mesmos, e pra todos os quais eles podiam influenciar. Segue-se que os Fariseus nunca foram um partido político, mesmo que sendo de várias maneiras afetado pelos eventos políticos de seu tempo, eles foram compelidos a tomar tais ações, como foi em manter com seus princípios. Então, os dois grandes estrangulares com Roma, sob Vespasiano (68-70 DC.) e Adriano (132-35 DC.), os Fariseus foram o partido de não-resistência, apesar de seus esforços terem sido feitos em vão pela fúria dos Zealots.
Foi de novo através de sua devoção à religião baseada no Torá, e seu completo entendimento do que estava implicado nele, que eles foram capazes de carrega-lo em segurança através do desastre da queda de Jerusalém (70 DC.) e rompimento do estado Judaico (135 DC.). Na sinagoga eles haviam desenvolvido um tipo de religião, a qual era independente do Templo e que não foi machucada pela sua destruição. E nas escolas, mais particularmente aqueles que eram os professores líderes (rabinos), estudaram e ensinaram o Torá, eles garantiram a continuidade da religião Judaica, tanto a teoria quanto a prática, independente de todos os desastres externos. A religião Judaica como ela é hoje rastreia sua descendência, sem nenhuma quebra, ao longo de todos os séculos, dos Fariseus. 
Suas idéias e métodos liderantes encontraram expressão em uma literatura de enorme extensão, da qual um grande negócio ainda está em existência. O Talmud é o maior e mais importante único membro daquela literatura, e ao redor dele estão reunidos um número de Midrashim, parcialmente legais (Halachic) e parcialmente trabalhos de edificação (Haggadic). Esta literatura, em seus elementos mais antigos, data de volta a um tempo antes do início da Era Comum, e desce na Idade Média. Através de toda ela correm as linhas de pensamento as quais foram primeiramente desenhadas pelos Fariseus, e o estudo dela é essencial para qualquer real entendimento do Farisianismo.
A literatura Rabínica, em todo seu comprimento e largura, irá mostrar que a religião Judaica conforme foi interpretada pelos Fariseus foi contínua com a forma da religião representada nas partes mais antigas da Escrituras Hebraicas. Mais particularmente com os ensinamentos dos profetas. Não havia decote entre os profetas e os escribas; havia uma diferença de método, e o resultado principal daquela diferença era [...]”.



‘Os Saduceus (sedûqîm) foram um dos três principais movimentos políticos e religiosos Judaico, nos anos entre c.150 BCE e 70 CE. (Os outros movimentos eram os Essenos e os Fariseus). Eles tinham um outlook conservador e aceitavam apenas a Lei de Moisés escrita. Muitos Judeus ricos eram Saduceus ou simpatizavam com eles.
Fontes: Nenhum dos textos Saduceus são conhecidos; suas idéias e opiniões são conhecidas apenas a partir de fontes hostis. Os Fariseus geralmente eram veementemente opostos aos Saduceus e, como uma consequência, as poucas passagens na literatura rabínica que se referem aos Saduceus, quase sempre os retratam como inimigos. Por exemplo: Quando professores Fariseus estavam discutindo se uma pessoa boa poderia se tornar uma pessoa mau, o exemplo do Fariseu que foi aos Saduceus foi cotado como prova de que as pessoas poderiam se tornar maus.
Em outro texto, é declarado que a seita dos Saduceus começou como um grupo de Fariseus hereges.
Outras fontes não são boas para com os Saduceus, também. O historiador Judaico Flavius Josephus escreve que o comportamento dos Saduceus em direção um ao outro é de uma maneira selvagem, e a conversa deles com aqueles que são de seu próprio partido é tão bárbara quanto se eles fossem estranhos para eles.
Os textos Cristãos retratam os Saduceus como oponentes de Jesus de Nazaré[...].
[…] A diferença fundamental entre os Saduceus e os Fariseus é a interpretação da Lei de Moisés (leia-se, os primeiros cinco livros da Bíblia, o Torá). Os Saduceus mantinham que a única maneira para o caminho verdadeiramente pio era viver de acordo com os mandamentos da Lei Escrita; os Fariseus, por outro lado, ensinavam que a Lei escrita havia sido dada aos Judeus e que eles eram livres para interpretar a Lei. Afinal de contas, o mundo havia mudado desde os dias de Moisés. Como uma consequência, os Fariseus disseram que o ‘Torá escrito’ era pra ser suplementado com ‘o Torá oral’, as interpretações da Lei pelos professores Fariseus, os Rabinos. Os Saduceus consideraram isso quase um ato de blasfêmia, porque parecia negar a majestade da Lei de Moisés.
O fato de que os Saduceus tinham uma opinião muito alta sobre os primeiros cinco livros da Bíblia, não significa que eles negaram que os outros livros da Bíblia –leia-se, os profetas e as escritas históricas– eram divinamente inspirados. Mas eles se recusaram a aceitar os outros livros Bíblicos como fontes de Lei. Quando um Saduceu tinha que julgar um caso, ele olharia no Torá escrito e ignoraria as tradições orais que os Fariseus aceitavam como normativas. Uma das consequências foi que os Saduceus estressaram a importância de sacerdotes [padres] no culto do Templo, enquanto os Fariseus insistiam na participação de todos os Judeus.[...]
[...] Vários outros aspectos da teologia dos Saduceus são conhecidas. Por exemplo, muitas fontes declaram que eles mantinham que o espírito morre com o corpo. O texto rabínico conhecido como ‘Avot de rabbi Nathan’ declara que uma discussão sobre este assunto foi causa de cisma entre Fariseus e Saduceus.
[O professor Fariseu] Antigonus de Sokho tinha dois discípulos que costumavam estudar suas palavras. Eles as ensinaram aos seus discípulos, e seus discípulos aos seus discípulos. Estes procederam a examinar as palavras proximamente, e demandaram, ‘Por que nossos ancestrais viam como cabível dizer isto? É possível que um arador fizesse seu trabalho o dia inteiro e não recebesse sua recompensa a tarde? Se nossos ancestrais, certamente, tivessem sabido que não existe outro mundo e que haverá uma ressurreição dos mortos, eles não teriam falado desta maneira.’
Então eles se levantaram e desistiram do estudo do Torá oral, e dividiram-se em duas seitas, os Saduceus e os Boethusians: os Saduceus nomeados após Zadok, e os Boethusians após Boethus.
O valor histórico desta anedota é questionável, apesar de poder ser notado que a data da cisma (duas gerações após Antígonus, leia-se, c.140 BCE) encaixa-se engenhosamente com a data provável da origem do movimento Saduceu. Qualquer que seja sua confiabilidade, a história prova que a recusa a acreditar em ressurreição foi considerada um aspecto muito importante do pensamento Saduceu.
Os Fariseus e Cristãos, por outro lado, acreditavam na ressurreição dos mortos. Quando o professor Cristão Paulo teve que explicar suas idéias para a Côrte, na qual alguns membros eram Fariseus e outros, Saduceus, ele achou fácil criar uma divisão entre seus juízes.
Quando Paulo percebeu que uma parte eram Saduceus e a outra Fariseus, ele chorou no Conselho, ‘Homens e irmãos, Eu sou um Fariseu, o filho de um Fariseu; com relação a esperança e ressurreição dos mortos Eu estou sendo julgado!’
E quando ele disse isso, uma dissensão se arrojou entre os Fariseus e Saduceus; e a assembleia foi dividida. Pois Saduceus dizem que não existe ressurreição, e nenhum anjo ou espírito; mas os Fariseus confessam ambos. Então arrojou-se uma alta gritaria. E os escribas do partido Fariseu se arrojaram e protestaram, dizendo, ‘Nós não encontramos nenhum mal neste homem; mas se um espirito ou um anjo falou com ele, deixe-nos não lutar contra Deus’.
Outro aspecto da ideologia dos Saduceus foi introduzido na quota acima: eles não acreditavam em anjos. Contudo, o autor de Atos exagera um pouco. Nenhum Saduceu negaria que mensageiros de Deus (Mal’ach Adonay) são mencionados em vários lugares nos cinco primeiros livros da Bíblia.
Contudo, muitos outros Judeus começaram a acreditar que esses mensageiros eram seres celestiais com asas. Para esta associação, não existe evidência Escritural.
O historiador Flavius Josephus declara que os Saduceus não acreditavam em Destino. Agora, quanto aos Fariseus, eles dizem que algumas ações, não todas, são trabalho do Destino, e algumas delas estão em nosso próprio poder, e que elas são confiáveis ao Destino, mas não são causadas por Destino. Mas a seita dos Essenos afirma que o Destino governa todas as coisas, e nada sobrecai ao homem, mas o que está de acordo com a sua determinação. E para os Saduceus, eles retiraram o Destino, e dizem que não existem tais coisas, e que os eventos de assuntos humanos não estão a sua disposição; mas eles supõem que nossas ações estão em nosso próprio poder, para que nós sejamos nós mesmos a causa do que é bom, e recebamos o que é mau de nossa própria tolice.[...]’

-- Bom, tá claro que o Saduceu não precisa de Deus, e ele não dá a mínima pra morte: e muito menos pra Ressurreição. Por quê que um cara desse vai precisar de céu[?]. O Judeu era assim antes, só existia o Torá, só existia Saduceus, eles são os mais antigos, a verdadeira essência do pensamento Judaico, que curiosamente, mudou com Cristo... . Mas, mudou mesmo? Em quê os pensamentos de Cristo realmente diferem do dos Fariseus? Em quê Cristo é original? Como não argumentar que Cristo teve o mérito de levar o movimento Farisaico a uma real separação dos Saduceus, pela impossibilidade da existência de dois Torás? –

‘[...]Em outro trabalho, Flavius Josephus dá um sumário do pensamendo Fariseu e Saduceu, o qual inicia-se objetivo; mas na última seção, a qual já foi quotada acima e pode ser lida novamente abaixo, ele trai seus verdadeiros sentimentos sobre os Saduceus.
“Os Fariseus são aqueles que são estimados mais habilidosos na exata explicação de suas leis. [...] Eles atribuem tudo ao Destino e a Deus, ainda assim permitem àquilo agir o que é certo, ou o contrário, está principalmente ao poder dos homens, apesar de o destino cooperar em toda ação. Eles dizem que o destino é incorruptível, mas que o espírito dos bons homens apenas são removidos para outros corpos e que o espírito dos maus homens estão sujeitos a punição eterna.
Mas os Saduceus[…] retiraram o Destino inteiramente, e supõem que Deus não está preocupado com nós fazermos ou não fazermos o que é mau; e eles dizem que pra agir o que é bom, ou o que é mau, está à escolha do próprio homem, e que um ou o outro pertencem então para todos, que eles possam agir como eles bem quiserem. Eles também afastaram a crença da duração imortal do espirito, e as punições e recompensas no Submundo.[...]
[...] Então, tudo em tudo, os Saduceus eram um grupo conservativo. Um aspecto remarcável mostra isso melhor do que qualquer outra coisa: eles se mantiveram com a velha escrita Hebraica, e nunca adaptaram o alfabeto Aramaico, que se tornou popular ao longo de todo o Oriente Médio antigo.’
[Fonte Saduceus: http://www.livius.org/people/sadducees/]



Como argumentar, à luz dos Evangelhos, que Cristo era o precursor de um novo movimento? Como argumentar que esses sábios Fariseus, que não faziam outra coisa senão estudar, era a classe de maior números, a facção mais populista, a verdadeira instituição Judaica de época. Eram incapazes de entender o que Cristo dizia, como não admitir que Cristo era um Fariseu, estudou em escolas Farisaicas, e comungava de uma mesma idéia em comum? O que Cristo saberia mais que os Teólogos de sua época, que o ensinaram?
E foi basicamente poraí que Cristo foi Divinificado posteriormente: Criou-se uma lenda que Cristo era o mais Sábio, porque derrotou toda a escolástica Farisaica –não vou citar os Saduceus, porque estes eram tidos como ignorantes; de fato foi um Saduceu que o matou, Caiphas, mas não vou entrar no mérito da questão de “quem o matou”, porque é algo que quero me afastar, desse tipo de problemática colocado nos textos anteriores. De modo que a melhor resposta pra essa questão é: Quem matou Cristo foi a Terra, e Cristo sabia disso, sabia algo, o qual os Fariseus não haviam dado muita importância: o Inferno. Cristo sabia de sua existência, como a do Diabo também. Havia algo no Torá que havia passado despercebido: a Purificação: Cristo não veio pra purificar, mas pra ser purificado. É por este caminho que deve-se buscar sua separação de Paulo: o Senhor deve ser purificado para poder purificar o servo. E é por essa linha que deve ser entendido a separação: pela óptica da pureza: a pureza é o espírito da unidade, sem a qual jamais haverá a integração de suas partes. E seu entendimento é bem simples: o Judeu só pode morrer se estiver puro. Pois de outra forma, não poderia voltar a Deus.

De modo que o entendimento da pureza de Cristo é muito maior que de seus antecessores, muito Maior que a de Moisés e Ezequiel. O entendimento que se tem hoje é que foi Ezequiel que revolucionou Judaísmo: teria sido ele quem deu o pontapé inicial para o Farisianismo (Elohinists vs Yahwists]. O entendimento do próprio Judeu é que  quem escreveu o Torá não foi Moisés, nem também Ezras, mas escolas de pensamentos Eloinistas, Yahwistas, Deuteronomistas.



Posição Protestante sobre a Ab-rogação de Jesus [revogação do Torá]:
Os cristãos não estão “subordinados” à Lei (Gálatas 3:24-25). Mesmo os cristãos judeus, que estavam sujeitos à lei, foram libertados dela (Romanos 7:6). O escrito da dívida foi removido inteiramente na cruz, pois Jesus cumpriu aquela Lei (Colossenses 2:14). Após a morte do Testador, a Nova Aliança tomou seu lugar (Hebreus 8:6-13; 9:15-17).

Jesus não subverteu a Lei do Antigo Testamento; ele cumpriu e removeu aquela e nos deu a Nova Aliança.